segunda-feira, 16 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CRUZ
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| Rua Sen. Sebastião Archer |
A ORIGEM DO NOME DO
BAIRRO DA CRUZ
A
encenação da Via Sacra é uma tradição cristã e um exercício de piedade popular,
principalmente na Quaresma. No início dos anos 70, numa sexta-feira santa,
realizou-se em Chapadinha, possivelmente, a primeira dramatização da Paixão,
Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O início do roteiro da encenação com a
primeira estação, foi na rua Cel. Pedro Mata, em frente à casa da dona Raimunda
Bolota, e as demais estações seguia no caminho em direção ao Açude do Travessão
(Telengo). Na época onde hoje é o Bairro da Cruz era só mato, não existia rua,
apenas algumas casas entre as veredas, na sua maioria, pertencentes a
familiares descendentes a dona Raimunda Bolota.
A origem do nome do Bairro da Cruz está tradicionalmente
ligada a esta procissão da Paixão de Cristo e à fixação de uma cruz no local
onde Cristo foi crucificado. O nome “Cruz” refere-se à presença física de uma
cruz, que após a encenação ficou por muito tempo servindo como marco religioso.
O local onde a Cruz foi fixada fica hoje nas imediações do Jardim Anjo da
Guarda, em direção ao Mercado Central, hoje Rua Sebastião Archer. Portanto, a
toponímia do nome do BAIRRO DA CRUZ,
vem de um marco histórico religioso acontecido no início da década de 1970.
Herbert Lago Castelo Branco
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO TERRAS DURA
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| AV. Sen. Vitorino Freire |
O
nome do Bairro Terras Duras (também referido como Terra Dura), tem origem nas características
física do solo da localidade. A denominação popular refere-se à composição da
terra extremamente dura, compacta de cor escura e/ou vermelho ferrugem e muito
ruim para se cultivar, e quando chovia a água escorria e em pouco tempo o chão ficava
teso, muito seco. Portando, “Terras Duras” tornou-se como o nome
popular do bairro, ou um topônimo de resistência, que reflete a memória da
comunidade sobre as condições do solo e as dificuldades iniciais de
infraestrutura do bairro.
Herbert Lago Castelo Branco
OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO CEMITÉRIO SOZINHO
A ORIGEM DO NOME DO CEMITÉRIO SOZINHO
As margens do antigo campo
de aviação, hoje Ministério Público e Fórum de Chapadinha, passava uma central
de piçarra, a antiga BR-222. Na época era uma chapada e mata virgem, com
algumas veredas que levavam as fontes de águas cristalinas que circundavam Chapadinha.
Ali, naquele local deserto, enterram uma pessoa desconhecida. Nunca se soube de
quem se tratava. Se era homem, mulher ou uma criança. As pessoas abismadas,
ficavam incrédulas, não conseguiam acreditar naquilo que via mas, com o
sentimento de paixão, começaram a falar umas para as outras: “enterraram uma pessoa ali sozinho”.
Com o passar do tempo, pessoas humildes e de pouca posse começaram a habitar o
local, (nas proximidades onde o defunto estava enterrado sozinho) geralmente
viviam a Deus dará e na expectativa de doações e esmolas dos ricos. Quando
morria pessoa pobre ou algum morador da redondeza, começaram a sepultar próximo
ao defunto sozinho. A cidade foi crescendo e o número de pessoas enterradas
naquele local foi aumentando até que virou um cemitério. A pesar de terem
colocado o nome do cemitério de São Judas Tadeu, o cemitério é conhecido
popularmente como CEMITÉRIO DO SOZINHO.
Herbert Lago Castelo Branco
OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
CHAPADINHA: ORIGEM DO NOME BAIRRO DO CAMPO VELHO
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| Pça. Wilson Cordeiro |
ORIGEM DO NOME BAIRRO DO CAMPO VELHO
O Campo Velho era um terreno
circular, plano e coberto de capim nativo da chapada. O local foi o primeiro
campo de futebol de Chapadinha, onde os jovens à época, com os seus times de
futebol jogavam e disputavam campeonatos da cidade.
À época, não havia um estádio de futebol em Chapadinha. Até que os desportistas de então, como: Lucidio Frazão e Nonato Vale, com o apoio de padre Walter, idealizaram e construíram o estádio murado de abobe, no local onde hoje é a prefeitura municipal de Chapadinha. Infelizmente, por ocasião da construção do estádio, Lucio Frazão veio a falecer e em homenagem a ele o estádio levou o seu nome: ESTÁDIO LUCIDIO FRAZÃO.
Depois que o Estádio Lucidio
Frazão foi construído e inaugurado, os jogos passam a ser no novo campo de
futebol. O antigo campo que ficava nas imediações onde hoje é a U.I. Presidente
José Sarney, ficou um descampado abandonado e famílias humildes foram
construído suas casas ao seu redor, denominando o nome do local de Campo Velho.
E assim, a origem do nome do bairro vem do termo “Campo” refere-se ao antigo campo de futebol, e “Velho” foi adotado após a
transferência dos jogos para o novo campo, (Estádio Municipal Lucidio Frazão).
Herbert Lago Castelo Branco
OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
CHAPADINHA: O "PAU TORTO" E A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO AREAL
A
ORIGEM DO NOME DO BAIRRO AREAL
O Bairro do Areal, antes de adotar o nome atual, era chamado
de “Pau Torto”. No local onde hoje é o Colégio João Gomes, morava um senhor
conhecido pelo nome de Isaias do "Pau Torto", o mesmo tinha uma “Quitanda” e
comprava Coco Babaçu. Um pouco antes, instalou-se um outro morador conhecido como senhor
Zuzu. Até hoje ainda se tem dúvida da razão que se levou a denominar a
localidade de "Pau Torto". No contexto, a possibilidade da origem do nome “Pau
Torto” pode ser uma referência a uma história aplicada a alguma árvore peculiar
do cerrado maranhense. Ou referir-se a uma grande árvore retorcida caída à
beira do caminho, obrigando as pessoas e animais darem a volta em torno dela. O
certo é que o povoado foi se desenvolvendo e recebeu por muito tempo o nome de “Pau-Torto”,
e assim a tradição popular registrou o epiteto que passou de geração a geração.
Mas o que marcou indelevelmente na memória da população foi a existência de
bancos de areia no caminho que dava acesso aquela localidade. Era tanta areia
no caminho que veículos e animais tinham dificuldades de atravessá-lo e, devido
a esse acumulo de areia as pessoas começaram a denominar o local também de Areal.
O lugarejo foi crescendo e o uso cotidiano pelos moradores acabaram definindo o
nome oficial do bairro como Bairro do Areal, sendo hoje o bairro mais populoso
de Chapadinha.
Herbert Lago Castelo Branco
OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CORRENTE
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| Local onde era o Posto com a Corrente |
A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CORRENTE
Na década de 50 até um pouco mais da metade da década de 60,
o posto fiscal da fazenda funcionavam de forma bastante manual e física, onde
uma Corrente ou Cancela era
literalmente utilizada para interromper o tráfego de veículos como: carros de
boi, caminhões, ônibus pau de arara etc., obrigando os motoristas a pararem para
conferência documental.
A fiscalização dependia da parada física do veículo. A “Corrente” simbolizava o bloqueio
físico. Se a fiscalização não estivesse satisfeita ou se a documentação
estivesse pendente, o veículo e/ou a mercadoria ficava detido.
Em Chapadinha, o posto fiscal da fazenda com a corrente ficava à época no final da
Rua Gustavo Barbosa com a Travessa da Corrente. Onde hoje é o Bar do senhor
Amadeu, sob os cuidados do então agente fiscal, senhor Durval Lopes.
Com a construção da Central (BR-222) e a expansão urbana de
Chapadinha, o posto fiscal da fazenda foi transferido para um local mais
afastado da cidade, na Boa Vista, onde hoje é o Posto Alvorada e passa a
Central (BR-222).
Esse fenômeno, conhecido como nomeação popular, onde o
sentimento de pertencimento e o uso diários dos moradores acabam definindo o
nome do lugar, muitas vezes sobrepondo-se ao nome oficial.
O
nome popular geralmente surge de uma característica física e assim, os
moradores começaram a se referir ao local onde ficava o posto fiscal da fazenda
como corrente. Portanto, a toponímia
do bairro, nomeado pela população ficou popularmente conhecido como Bairro da Corrente.
Herbert
Lago Castelo Branco
OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é
permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas
e leis de direitos autorais.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
CHAPADINHA - POR QUE O NOME DO BAIRRO É CATERPILLAR
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| Praça do Caterpillar |
A OBRIGEM DO BAIRRO
DO CATERPILLAR
Contar a história do surgimento de um bairro a partir de seu
nome é uma forma de resgatar a memória local e identificar as influências
históricas.
O nome, muitas vezes, é a “chave” que funciona como pista para
entender a origem de uma cidade, rua ou de um bairro. Geralmente é dado em
homenagem a pessoas importantes, a geografia/natureza, a atividade econômica ou
a origem cultural/migração.
A toponímia do Bairro do Caterpillar surgiu na década de 60,
quando se construía a Central de Piçarra, antiga BR-222. Num local afastado da
cidade a empresa que construía a estrada descampou um terreno plano, aberto, de
vegetação baixa para estacionar os maquinários da obra: trator e patrola/patrol da marca Caterpillar. E ao mesmo tempo, servia para a instalação do acampamento para os caçacos, (nome dado aos
homens que trabalhavam naquela obra).
A obra da Central foi concluída e alguns maquinários da marca Caterpillar, provavelmente quebrados, ficaram à deriva, abandonados no acampamento. Com o passar do tempo, foram construindo casas nas proximidades e ao seu redor. O local passou também a ser utilizado como campo de futebol pela população jovem da época.
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| Vista ada Praça do Caterpillar |
A população passou a chamar o local de Praça do Caterpillar
e o nome ganhou força. E quando a população repete o nome coletivamente, ele se
torna um topônimo. E assim, a nomeação popular ajudou a dar nome ao bairro,
hoje popularmente conhecido como Bairro do Caterpillar.
Herbert Lago Castelo Branco
OBS: A
reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado
o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
CATIBA DE CATIBIRIBA PRA TI
ANEDOTAS E HISTÓRIAS DE ZÉ BUCHIM
Este livro baseia-se em relatos reais de pessoas que conviveram ou tiveram contato com o Zé Buchim. Algumas pessoas me contaram a mesma história com variações, pois quem conta um causo, uma historinha, um anedota, conta do seu jeito. Apenas adaptei, com uma caprichada nos cenários, uma ficçãozinha aqui e outra ali, situando a época ou não. E cada vez que eu as ouvia mais me deliciava com a maravilha que é a transmissão do conhecimento, o uso de tantas formas para falar a mesma coisa ou expressar a mesma ideia.
Nascido e criado na cidade de Chapadinha, no estado do maranhão, José da Silva Gomes, o lendário e folclórico Zé Buchim, era uma pessoa de feições caricatas, mestre em inventar anedotas e histórias engraçadas do seu cotidiano que faziam as pessoas rirem. Era como se ele tivesse um dom natural para encontrar ideias e maneiras de contar histórias de forma engraçada e humorística.
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| José da Silva Gomes |
Ao contrário dos que se diziam humoristas, ele era espontâneo, de fato engraçado, um genial piadista.
Zé
Buchim nasceu no dia 7 de setembro de 1947 e faleceu aos 65 anos de idade no
dia 21 de outubro de 2012. Mas hora e outra é lembrado e vemos pessoas falarem
frases como: “Catiba de Catibiriba pra ti” e anedotas criadas e contadas por
ele. Este livro tem como objetivo resgatar e garantir que as suas anedotas e
histórias não caiam no esquecimento e fiquem registradas para que gerações
futuras de Chapadinhenses conheçam o seu legado que representa um pouco do
nosso folclore.
O livro ANEDOTAS E HISTÓRIAS DE ZÉ BUCHIM, será lançado no dia 16 de janeiro a partir das 20 horas no Abrigo Central, na praça Cel. Luis Vieira em Chapadinha e no dia 17 no Bar do Arinos, a partir das 11 horas.
Herbert
Lago Castelo Branco













